domingo, 21 de março de 2010

Coadjuvante


Piscava seus olhos rapidamente,

Em busca de uma brecha de luz.
Cada vez mais distante da superfície,
Abria os braços, em forma de cruz,
Tateando o pouco espaço que lhe restava.

O buraco era o destino improvável,
Contudo jamais impossível.
Seus pés tocavam o ar,
Tão quente quanto uma caldeira,
Tão rarefeito quanto qualquer sentido.

Mais uma vez exercia uma conhecida posição.
Era coadjuvante em seu próprio roteiro.
Entregou-se à hesitação,
Que deixou os minutos correrem à própria revelia.
Até que se ordene o fim de cena.

4 Pensamentos:

sad sad zoo disse...

apareceu a margarida!

Andréa Amaral disse...

Às vezes o silêncio e o retiro se fazem necessários. Mas com certeza, suas pétalas fazem falta.

p. disse...

mas não pode ficar tanto tempo assim sem aparecer...

obriogada pelo comentário!

beijo

Shelhass disse...

Por alguns segundos eu achei que fosse o personagem Harker de Drácula, mas aí eu vi o caldeira, e não sei porque agora me parece aquele conto da caverna, sabe? Do filosofo grego?

Enfim...
Espero que esse não seja você, me pareceu tão perdido e você é bem mais decidido e enfático, bom, pelo menos com música.

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Eu tbm não vi Avatar, então nem posso zoar. E já que nós dois sempre lembramos de Ryan Adams... lá veio outra dose