domingo, 25 de outubro de 2009

Rascunhos


Naquela estante, cada instante perdurava horas.

Sob canetas e papéis,
Rabiscava rascunhos cruéis,
Dos quais se atrevera a confrontar.

Tentando descrever contornos que lhe vinham aos olhos,
Sentia-se como um bombeiro,
Procurando resgatar vida em cativeiro,
Fragmentos dissipados de si.

À margem dos devaneios,
Não tinha receios da contramão.
Guardava mais conhecimentos,
Indignos de condecoração.

Tanta experiência roubou-lhe o brilho.
Tanta lógica o confundiu.
E naquele momento se perguntava
Como rasgar aquele pensamento que o iludiu?

9 Pensamentos:

[P.!] disse...

eles não podem ser rasgados, ou são transformados em letras, ou afoga-se neles.

:*

Fernanda Magalhães disse...

Adoro quando você escreve os teus paradoxos.

As vezes parmanecer na ignorãncia é mais sábio...

Bjos querido!

RPA disse...

Adoro Rascunhos, rs
Um bombeiro poeta resgatando palavras dos intimos sentimentos, de tão intimos confudem a realidade...
beijinhos...:)

Tahiná-Khan disse...

olha só! carlos além de tudo é poeta! :)

Marcelo Novaes disse...

Tarefa nobre de procurar vida sob escombros...







Abração,









Marcelo.

Bê Matos disse...

Se iludiu, já era.

Beijo, Carlos.

Tati Almeida disse...

"Tanta experiência roubou-lhe o brilho.
Tanta lógica o confundiu."

hermano! ;~



te amo! ;*

Alice F. disse...

"Um salto de fé gigante é fácil quando todos a quem você pergunta têm certeza."

T disse...

a gente cria expectativas, e pula de cabeça em coisas, que quando não dão certo, frusta a gente, faz doer.
ser humano burro!!