sexta-feira, 10 de abril de 2009

Capitão do Mar


Para não submergir, restava-lhe remar.

Após tantos desarranjos, já não o fazia como sina.
Pois sua rotina era mais do que divagar.
Conduzia-se de forma regular e linear.

Vivendo como rochedo, não permitia-se titubear.
Porém, sabia as contraposições das marés e da razão,
Através das quais viu-se em longo e complexo enigma
No meio do oceano, sem qualquer solução.

Adaptando-se a aquilo que seus olhos passavam a ver,
Encontrou rumo sustentável de sua navegação.
Passando sobre tormentas, despistando alguns dilemas,
Postava-se sempre em pé, em frente à embarcação.

7 Pensamentos:

Fernanda! disse...

Saudaçoes!!

Passando pra te desejar uma pascoa com paz e que se renove sempre tua sabedoria.


Bjs de luz!

Amanda Bia disse...

somos todos marinheiros em uma mar ora calmo, ora revolto!
belo poema!
feliz pascoa!
beijo!

[P.!] disse...

"Adaptando-se a aquilo que seus olhos passavam a ver,
Encontrou rumo sustentável de sua navegação.
Passando sobre tormentas, despistando alguns dilemas,"

Ótimo!!!!!
beijos

Laura Bourdiel disse...

É tão bom voltar a ler os blogs e encontrar um texto destes!
Belo texto!

¡besitos!

Tati Almeida disse...

'aponta pra fé e rema'. ;)

lembrei da gente na praia, olhando o mar. saudade! ;******

Shelha disse...

Hoje é a primeira vez que me pergunto se esses poemas tem algo de autobiografico, não me pergunte o porquê, tenho tido esses momentos...

Vou te contar algo; se fosse eu, mesmo que já estivesse no fim e minha embaração fosse naufragar, ainda sim eu me postaria em pé, bem em frente, só para terminar percebendo que estou me entregando à imensidão.

*Sebastião Estiva? quáquáquá.

bruno dumont. disse...

"o mar quando quebra na praia
é bonito
é bonito..."

pensei em ler isso ouvindo o Dorival. ou a Calcanhotto em Maré.

muito bom.



pensei tbm em sonorizar isso. mas aí, é outra história...