quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Melhores/Piores 2008

Inspirado na Maria Renata , que como eu, é adepta dos TOP 5 (vide Alta Fidelidade), resolvi fazer um TOP 5 dos melhores e piores de 2008, já que estamos a algumas horas do fim deste ano.

Achei esta idéia mais interessante do que um post de retrospectiva, já que eu não teria muito a acrescentar sobre 2008. Se quiserem fazer a lista de vocês nos comentários, estejam à vontade. Assim, provavelmente vão me lembrar de coisas que eu esqueci de listar. Aí vão:


O piores de 2008:

1. A crise econômica;
2. O projeto do Senador Azeredo;
3. O Caso Isabella e a cobertura paranóica da imprensa;
4. Luana Piovani e Dado Dollabela;
5. Amy Winehouse, que apareceu mais pelos escândalos do que pela música;

O melhores de 2008:

1. Show do Muse;
2. Sapatada no Bush / Fim de seu mandato;
3. Into the Wild, o belo filme do Sean Penn;
4. O Coringa de Heath Ledger;
5. O final da 4ª temporada de House;

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

THE REAL SANTA CLAUS.

O que o Papai Noel faz nos outros 364 dias do ano? Matem a curiosidade de vocês com o vídeo abaixo:



Brincadeiras à parte, aproveito para desejar a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo, e agradecer a todos que leram, comentaram e compartilharam este espaço em 2008.

Que todos vocês tenham um bom 2009!

QUASE GOL.


Vou usar uma metáfora bem simples e fácil de ser compreendida: A metáfora esportiva. Suponhamos uma situação de Copa do Mundo, a seleção jogando, todos torcendo atentamente por seu gol, seja no estádio lotado ou na telinha da TV. Eis que o jogador vai bater um pênalti, chuta, e bola vai para fora. Acho que foi assim que muita gente se sentiu quando viu que os sapatos atirados pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi erraram o alvo quando atirados no presidente norte-americano George W. Bush, durante entrevista coletiva surpresa, na semana passada, no Iraque.

Esta demonstração, a menos de um mês do fim do mandato de Bush, simboliza o fim de um mandato impopular no mundo todo, marcado por processos políticos retrógrados, de fomento à cultura do medo e de incentivo à guerra. Apesar de ser sempre a favor da não-violência, acho uma marca de sapato em seu rosto cairia bem na sua foto de despedida do mandato.


Eis o artilheiro que perdeu a chance de entrar para história:



terça-feira, 16 de dezembro de 2008

HEADPHONES PARTE II

O que mais anda rolando nos fones de ouvido deste blogueiro...

Blood Red Shoes















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Essa dupla britânica formada por Steven Ansell (bateria e vocais) e pela bela Laura-Mary Carter (guitarra e vocais) faz canções do tipo “energéticas”, com sua mistura viciante de alternativo, punk e grunge. Canções como “It's Getting Boring by the Sea" e “This Is Not For You” são cativantes à primeira audição, e acompanham videos igualmente interessantes. Sugiro o download de todo o álbum debut da banda, o “Box of Secrets”.


Shout Out Louds

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A Suécia é de fato mais um dos grandes redutos produtores de boa música em escala internacional. Assim, cito mais uma boa banda da região escandinava: o Shout Out Louds, grupo que produz um som pop, com influências de bandas dos anos 80, com The Cure. O grupo já tem dois discos e um EP lançados, e alguns de seus integrantes ficaram conhecidos também por participarem do clipe de “Young Folks”, do Peter, Bjorn and John (o baixista Ted Malmros na direção e a tecladista Bebban Stenborg nos vocais). “Please Please Please”, “Normandie” e “The Comeback” são boas canções para começar a conhecer o trabalho desta boa banda.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

HEADPHONES


O que anda rolando nos fones de ouvido deste blogueiro...

Esta é uma sessão do blog que há tempos eu não resgatava, então nada melhor que recolocá-la à ativa. Assim seguem abaixo algumas dicas musicais circulares para quem se interessar:

Headlights





















Essa banda norte-americana de Ilinois faz um som alternativo, com uma boa dosagem pop, e instrumentais cuidadosamente trabalhados, criando atmosferas deliciosas de se ouvir. Os vocais são femininos na maior parte do tempo (neste caso, comandados por Erin Fein) e o som da banda acaba remetendo um pouco à Mazzy Star em seus momentos mais instropectivos. Em momentos mais intensos, a banda pode chegar a outras influências, como My Bloody Valentine. No geral, é uma banda para se ouvir ao lado de uma xícara de café. Comece com “Cherry Tulips”, “Market Girl” e “TV”.


Gogol Bordello















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Vamos falar agora de um grupo realmente original. Trata-se do Gogol Bordello, uma banda multi-étnica, originada em New York, composta por integrantes de vários países, mas centralizada na figura de Eugene Hütz, o ucraiano maluco responsável por liderar esse comboio sonoro que faz um espécie de punk-cigano. Ou seria folk-gypsy? Para quem não sabe, gipsy são estilos musicais derivados do leste europeu que incluem acordeões, percussões, violinos tocados de maneira bem festiva.

O resultado final é a improbabilidade de definir o som desta banda com completa perfeição. Mas a diversão é garantia na certa. E se você já assistiu o filme “Uma Vida Iluminada”, certamente essa diversão não soará tão estranha para você. Para começar a farra maluca: “American Wedding”, “Not a Crime”, “60 Revolutions”.


Zoé















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Hoje não hesito em dizer que a Cidade do México é uma das maiores expoentes de criatividade do rock latino. Primeiro por abrigar o Café Tacvba, uma excelente banda já citada outras vezes por este mesmo blogueiro. Desta vez, vou citar outra banda “filha” da capital mexicana: Zoé, comumente conhecidos em seu país como os “Beatles Mexicanos”. Exageros à parte, o apelido vem da psicodelia, do apelo pop de suas canções, e da capacidade corajosa da banda de fazer experimentações musicais.

Ao longo de quase uma década e alguns discos lançados, a banda explorou diversas vertentes, indo do rock mais viceral ao space rock, passando pelas influências eletrônicas, sem jamais perder suas características vitais. Passear por sua carreira é uma viagem interessante, e desfrutar canções como “No Me Destruyas”, “Love” ou “Asteróide” são a motivação para ingressar nessa jornada.


Litte Joy














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Provavelmente a banda na qual estarei me referindo não será nenhuma novidade à maioria dos leitores deste blog, ou pelo menos os integrantes que a compõem: Rodrigo Amarante (Los Hermanos) e Fabrizio Moretti (The Strokes). Junta-se a eles Binki Shapiro, a multi-instrumentista namorada de Fabrizio, e temos então um trio formado como projeto no hiato das bandas principais de seus integrantes. Despretensioso, porém nem por isso desinteressante. Pelo contrário..

O Little Joy provavelmente vai saciar mais a saudade dos fãs mais antigos dos Los Hermanos, com timbres e voz característicos de Amarante, que dão a tônica principal da banda. Porém é perceptível uma leve crueza rock em algumas faixas (seriam o tom do Strokes?). Antes que possamos pensar em quem vence o embate, o disco caminhas para canções folks, canções havaianas, canções com influências de Nico (onde Binki mostra seu charme vocal, como em “Unattainable”). Mas nada consegue ser tão adorável quanto a faixa “Brand New Start”. È hit certeiro.


Motek



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De todas as bandas citadas neste post, esta é a única da qual eu posso dizer que comprovei sua eficácia também no palco. Conheci o som desta banda belga semanas antes deles tocarem no Goiânia Noise Festival, e durante o festival, fui premiado com um show incrível. Porém, não me surpreendi com este fato, especialmente por saber que estávamos tratando de uma banda que se preocupa bastante com a forma na qual cria suas belas melodias, algumas vocais e outras instrumentais, influenciadas por post-rock, alternativo rock, alternativo pop, no melhor estilo “música para fechar os olhos e viajar". Destaque para "Tryer" e "Combi Collina".