O que anda rolando nos fones de ouvido deste blogueiro...
Esta é uma sessão do blog que há tempos eu não resgatava, então nada melhor que recolocá-la à ativa. Assim seguem abaixo algumas dicas musicais circulares para quem se interessar:
Headlights
Essa banda norte-americana de Ilinois faz um som alternativo, com uma boa dosagem pop, e instrumentais cuidadosamente trabalhados, criando atmosferas deliciosas de se ouvir. Os vocais são femininos na maior parte do tempo (neste caso, comandados por Erin Fein) e o som da banda acaba remetendo um pouco à Mazzy Star em seus momentos mais instropectivos. Em momentos mais intensos, a banda pode chegar a outras influências, como My Bloody Valentine. No geral, é uma banda para se ouvir ao lado de uma xícara de café. Comece com “Cherry Tulips”, “Market Girl” e “TV”.
Gogol Bordello
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Vamos falar agora de um grupo realmente original. Trata-se do Gogol Bordello, uma banda multi-étnica, originada em New York, composta por integrantes de vários países, mas centralizada na figura de Eugene Hütz, o ucraiano maluco responsável por liderar esse comboio sonoro que faz um espécie de punk-cigano. Ou seria folk-gypsy? Para quem não sabe, gipsy são estilos musicais derivados do leste europeu que incluem acordeões, percussões, violinos tocados de maneira bem festiva.
O resultado final é a improbabilidade de definir o som desta banda com completa perfeição. Mas a diversão é garantia na certa. E se você já assistiu o filme “Uma Vida Iluminada”, certamente essa diversão não soará tão estranha para você. Para começar a farra maluca: “American Wedding”, “Not a Crime”, “60 Revolutions”.
Zoé
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Hoje não hesito em dizer que a Cidade do México é uma das maiores expoentes de criatividade do rock latino. Primeiro por abrigar o Café Tacvba, uma excelente banda já citada outras vezes por este mesmo blogueiro. Desta vez, vou citar outra banda “filha” da capital mexicana: Zoé, comumente conhecidos em seu país como os “Beatles Mexicanos”. Exageros à parte, o apelido vem da psicodelia, do apelo pop de suas canções, e da capacidade corajosa da banda de fazer experimentações musicais.
Ao longo de quase uma década e alguns discos lançados, a banda explorou diversas vertentes, indo do rock mais viceral ao space rock, passando pelas influências eletrônicas, sem jamais perder suas características vitais. Passear por sua carreira é uma viagem interessante, e desfrutar canções como “No Me Destruyas”, “Love” ou “Asteróide” são a motivação para ingressar nessa jornada.
Litte Joy
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Provavelmente a banda na qual estarei me referindo não será nenhuma novidade à maioria dos leitores deste blog, ou pelo menos os integrantes que a compõem: Rodrigo Amarante (Los Hermanos) e Fabrizio Moretti (The Strokes). Junta-se a eles Binki Shapiro, a multi-instrumentista namorada de Fabrizio, e temos então um trio formado como projeto no hiato das bandas principais de seus integrantes. Despretensioso, porém nem por isso desinteressante. Pelo contrário..
O Little Joy provavelmente vai saciar mais a saudade dos fãs mais antigos dos Los Hermanos, com timbres e voz característicos de Amarante, que dão a tônica principal da banda. Porém é perceptível uma leve crueza rock em algumas faixas (seriam o tom do Strokes?). Antes que possamos pensar em quem vence o embate, o disco caminhas para canções folks, canções havaianas, canções com influências de Nico (onde Binki mostra seu charme vocal, como em “Unattainable”). Mas nada consegue ser tão adorável quanto a faixa “Brand New Start”. È hit certeiro.
Motek

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De todas as bandas citadas neste post, esta é a única da qual eu posso dizer que comprovei sua eficácia também no palco. Conheci o som desta banda belga semanas antes deles tocarem no Goiânia Noise Festival, e durante o festival, fui premiado com um show incrível. Porém, não me surpreendi com este fato, especialmente por saber que estávamos tratando de uma banda que se preocupa bastante com a forma na qual cria suas belas melodias, algumas vocais e outras instrumentais, influenciadas por post-rock, alternativo rock, alternativo pop, no melhor estilo “música para fechar os olhos e viajar". Destaque para "Tryer" e "Combi Collina".